Aeroporto Internacional Queen Alia / Foster + Partners

O Aeroporto Internacional Queen Alia de Amã, Jordânia, tem um design passivo altamente eficiente, inspirado pelas tradições locais, baseado em uma solução flexível e modular que permite sua expansão no futuro. O novo edifício reafirma sua posição na cidade como o centro principal da região do Levant e permite ao aeroporto crescer 6% ao ano pelos próximos 25 anos, aumentando a capacidade de 3.5 a 12 milhões de passageiros por ano até 2030.

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Em resposta ao clima imperante na cidade de Amã, onde as temperaturas de verão variam consideravelmente entre o dia e a noite, grande parte do edifício foi construído em concreto. A massa térmica elevada do material exerce controle ambiental passivo. O telhado, fragmentado, compreende uma série de cúpulas de concreto, as quais se prolongam para sombrear as fachadas – cada cúpula constitui uma unidade modular para a construção.

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As cúpulas se ramificam a partir das colunas de apoio como as folhas de uma palmeira do deserto, deixando a luz natural entrar no saguão através de aberturas nas junções das colunas. Reinterpretando as veias de uma folha, um padrão geométrico com base em formas tradicionais islâmicas é aplicado a cada sofito. A geometria complexa das conchas-telhado e estratégia de fabricação foram desenvolvidas em conjunto com especialistas da Foster + Partners.

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Duas fileiras de salas de embarque se dispõem ao longo de cada lado do edifício central, que contém as principais áreas de processamento, lojas, lounges e restaurantes. Entre esses volumes, pátios ao ar livre – uma característica da arquitetura vernacular na região – contribuem para a estratégia ambiental do terminal. As plantas e árvores ajudam a filtrar a poluição e condicionam o ar antes de ser atraído pelo sistema de climatização, espalhando também a luz natural indireta no interior do aeroporto.

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As fachadas do terminal são de vidro para permitir a vista das aeronaves na pista e para ajudar a orientação. Persianas horizontais impedem a incidência direta do sol nas fachadas, onde estas se concentram em áreas mais expostas perto das colunas. A estrutura de concreto incorpora gravilha local para reduzir as necessidades de manutenção e aumentar a energia incorporada do material, também para harmonizar com os tons naturais da areia local.

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Amã é uma das cidades habitadas mais antigas do mundo. O projeto do aeroporto ecoa com bom senso de arquitetura local, particularmente no teto abobadado, que relembra o tecido preto de uma tenda beduína. Há também referências à tradição de hospitalidade dos jordanos. O pátio foi ampliado para criar uma praça ajardinada com bancos, à sombra das árvores, onde as pessoas podem se reunir para se despedir ou acolher os passageiros no seu retorno.

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O Aeroporto Internacional Queen Alia foi um projeto extraordinário – que transformou Amã em um polo, oferecendo crescimento crítico para a economia através de conexões regionais. O novo terminal é energeticamente eficiente, passível de uma expansão futura já planejada para converter-se em um símbolo dinâmico da Jordânia.

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Projeto: Foster + Partners, 2013

Fotografia: Nigel Young / Foster + Partners

Texto: Foster + Partners, Tradução, Adaptação: archtendencias

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