Cabana na Montanha / marte.marte architects

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Em uma ravina arborizada, mais abaixo de um imponente convento da Comunidade Católica das Irmã, construído em madeira. A pequena torre se eleva da vertente íngreme. Ao mesmo tempo notável e simples, ela surge em uma clareira acessada por uma vereda nas margens da floresta. A única mudança feita na topografia é o acesso dos carros, no mais o terreno permanece em seu estado natural.

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Encaixando-se na paisagem como se fosse um celeiro, o edifício é exemplar no uso homogêneo dos materiais – neste caso, concreto lavrado -, destacando-se contra o verde da vegetação e o branco do inverno. Sua cor acinzentada contrasta com as pesadas portas de carvalho e os guarda-corpos cor de chumbo confundem-se com os troncos e galhos da floresta adjacente. Como se tivessem sido escavadas nas paredes, as aberturas quadradas de diferentes tamanhos espalham-se pela mesma, alcançando seu efeito máximo nos cantos.

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A integração das superfícies externas, solicitada pelo cliente, é uma forma de artifício. No nível da entrada, acessível por um lance de degraus, a estrutura se estreita em duas colunas nos cantos, o que não só permite aos visitantes terem uma visão panorâmica da paisagem protegido pelo edifício, mas também valoriza a entrada.

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Dentro da coluna, uma escada helicoidal conecta a área de estar no pavimento acima com as duas áreas mais reservadas abaixo, onde os dormitórios e áreas de relaxamento se intercalam como um quebra-cabeça. Semanticamente falando, esse gesto da torre cria arquétipos de estruturas fortificadas e de figuras abstratas de computador em sua mente, fazendo o volume ser familiar e estranho ao mesmo tempo.

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Do lado de dentro, as aberturas esculpidas na parede dupla de concreto se transformam em enquadramentos compactos da paisagem, com largas molduras de janelas de carvalho maciço fosco, Estas janelas emolduradas direcionam a atenção do cliente para a cadeia de montanhas, as suaves colinas e a densa floresta.

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Além das superfícies de concreto aparente, pisos de carvalho natural, portas e luminárias, as superfícies metálicas pretas completam a combinação harmoniosa e austera de materiais. O cliente e os arquitetos não construíram uma banal casa de veraneio, mas um lugar de retiro que perdurará por gerações, independente de mudanças no clima e na paisagem.

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Projeto: marte.marte architects

Localização: Laterns, Vorarlberg, 

Ano: 2011

Área Terreno: 485,00 m2

Área construída: 43,03 m2

Fotografia: Marc Lins

Texto: marte.marte architectsTradução, Adaptação: archtendencias

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